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Cachepot Carranca
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Cachepot Carranca

R$ 149,00

Cachepot de cerâmica na cor natural feito à mão pela filhas de Ana das Carrancas em Petrolina, interior de Pernambuco.

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Especificações

Cuidados Gerais

Para melhor conservação do seu produto, não utilizar produtos químicos na limpeza. Passar um pano levemente úmido com água e sabão neutro seguido de pano seco. Evitar contato com objetos cortantes.

Observações

(Imagem ilustrativa) Produto feito a mão. Tamanho e tonalidade pode variar de acordo com a peça. Se quiser receber a foto da peça que será enviada pra você, entre em contato conosco pelo e-mail ou WhatsApp.

Material

Cerâmica natural

Dimensão

17 x 8 x 18cm (altura x largura x comprimento)

Origem

Petrolina - PE

Sobre o artista

ana-das-carrancas

Filhas de Ana das Carrancas

Petrolina - PE

As margens do Rio São Francisco já foram inspiração para canções, filmes, livros, histórias de amor e aventura. Ali, também desaguam as súplicas de fé e devoção do povo sertanejo. Na história de Ana das Carrancas, a inspiração parece ter vindo do céu até às suas mãos, por causa do rio, para mudar de vez a vida dessa grande artesã. Ana Nasceu no ano de 1923, em Santa Filomena, lugarejo localizado no município pernambucano de Ouricuri. De família simples, começou a trabalhar desde os sete anos de idade, para ajudar na renda de casa. Com a mãe, aprendeu a fazer potes e panelas de barro para vender na feira. Nesse primeiro contato com o barro, a artesã também começou a produzir pequenas peças figurativas, como bois, cavalos e santos de lapinha. Parecia uma primeira porta aberta para a artista que nasceria mais tarde.

Aos 22 anos, se casou com um pedreiro, mas ficou viúva muito cedo. Com ele, teve duas filhas: Maria e Ana Maria. Pouco mais de um ano depois da partida do seu primeiro marido, Ana casou-se com José Vicente de Barros e permaneceu casada com ele até a sua morte. Nesse período, o casal vivia em Picos, no Piauí. Mas, por dificuldades financeiras, migraram com as filhas para Petrolina, em Pernambuco, buscando uma vida melhor. Pela “boca do povo”, Ana mudou de nome várias vezes ao longo da sua vida. Quando chegou a Petrolina, ela era conhecida como “Ana do Cego”, porque o seu marido era deficiente visual. Ali, não desistiu do trabalho com o barro e voltou a produzir louça para vender na feira. Foi aí que virou a “Ana Louceira.”

Mas as batalhas dessa mulher forte não pararam por aí. A renda que ganhava com a venda dos artefatos não era o suficiente para o sustento da família, que continuava a passar por dificuldades. Apesar de tudo, Ana não permitia que seu marido se tornasse pedinte e, por isso, correu para Deus. Como era devota de São Francisco das Chagas e de Padre Cícero, pediu uma luz: o que ela poderia fazer para contornar toda aquela tribulação? Como sustentar sua família em meio à crise do barro que Petrolina vivia nos anos sessenta? Suas orações, pelo visto, foram ouvidas.

Caminhando pelas margens do Rio São Francisco, Ana viu as carrancas de madeira, nos barcos que aportavam ali. Foi naquele instante que a inspiração chegou para a artista de fibra e criatividade: iria produzir carrancas de barro. A partir daquele momento, a vida de Ana começou a ser transformada, assim como as mãos transfiguram a argila em arte. Então, além das panelas e artefatos, passou a produzir carrancas de barro em larga quantidade, para vender na feira. No início, as carrancas de Ana foram motivo de piada pelos habitantes locais. Anos mais tarde, na década de setenta, membros da secretaria da EMPETUR que estavam em viagem pelo Sertão, descobriram a arte de Ana. Foi ali que ela ganhou fama, ficando conhecida como “Ana das Carrancas.” Esse foi o impulso que faltava para seu trabalho ganhar o mundo. Rapidamente, as carrancas de Ana estavam em feiras, exposições, museus e eventos.

As peças da artista possuem aspecto rústico – sempre com os olhos vazados, em alusão ao seu marido cego, que sempre participou do processo de feitura das carrancas – com formas simples e cheias de personalidade artística. Com sua fé e força, Ana das Carrancas faleceu em 2008, deixando um legado importante e muito reconhecimento: ganhou o Troféu do Conselho Municipal de Cultura do Recife, a Ordem do Mérito Cultural (2005) e o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco (2005). Ana teve duas filhas biológicas e uma adotiva. Duas delas, Maria da Cruz e Ângela são responsáveis pela administração da sua obra. Ambas aprenderam o ofício com a mãe e, sendo ceramistas, produzem uma releitura da obra de Ana, modelando as carrancas como itens decorativos, além de criarem mandalas, fruteiras e outros ítens. Uma parte das peças deixadas pela artesã está no Centro de Artes Ana das Carrancas, em Petrolina. Lá é possível encontrar peças, medalhas, fotos, recortes de jornal e troféus conquistados por uma história tão bonita quanto inspiradora.

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