Artesan

Pernambuco e Paraíba: Recife, Caruaru, Sumé, Sertânia, Buíque, Garanhuns, Belo Jardim, Gravatá

Criado em 18 de Novembro de 2020

Tudo começou quando encomendei umas peças a Bento de Sumé. Adoro os pássaros do artesão e queria muito conhecer o seu espaço de trabalho. Combinei com ele que pegaria as peças na sua casa quando estivessem prontas e, se possível, gostaria de aproveitar o feriado para fazer uma viagem mais prolongada.

Tudo acertado!! No interior trabalham vários artesãos que tenho vontade de conhecer mas o tempo era curto. Fiz uma lista dos que já trabalhava e aproveitei pra fazer uma visita a cada um deles. Elaborei o roteiro para 3 dias, fechei os hotéis e pé na estrada!

Moro no Recife e a cidade de Sumé não é perto, um pouco mais de 280km e uma parte da estrada também não é legal. Saímos numa quinta feira às 17h.

Combinamos de dormir em Caruaru, já era meio caminho andado. Ficamos hospedados no Hotel Citi Premium. Muito charmoso! Ao chegar nos deparamos com o painel de ilustrações de J. Borges impresso em adesivo e colado na parede de entrada, uma boa forma de dar boas vindas aos hóspedes. O quarto é pequeno e o banheiro também, mas tudo bem confortável e novinho. 

 

 

Partimos para Sumé pela manhã logo cedo. Foram aproximadamente 2h30 de viagem, um pouco mais do que esperávamos, visto que a estrada no estado de Pernambuco não estava em boas condições. Na Paraíba melhorou bastante, parabéns ao governo pela excelente manutenção nas estradas.

Bento é uma figura extremamente simpática, adora conversar. Ficamos cerca de 2h em sua casa mas a vontade era de passar o resto do dia. Suas peças são lindas e até hoje ele ainda guarda a sua primeira escultura, uma girafa de Madeira. "Essa não vendo nunca!". Você pode conferir um pouco mais sobre a sua história aqui.

 

 

De Sumé partimos para Sertânia. Nossa primeira parada foi visitar Marcos. Ele mora em um pequeno pedaço do paraíso na cidade. Uma casa na beira do lago, cheia de madeira que deixa um clima ainda mais aconchegante. Já trabalho com Marcos há anos mas nunca conheci sua casa e nem como suas peças são montadas. Foi demais! Para conhecer mais sobre o trabalho de Marcos, clique aqui.

 

 

De lá, fomos visitar um artesão chamado Seu Carlos, a pedido de um cliente. Procurei as peças dele no Google e confesso que achei coloridas demais pra meu gosto. Logo quando chegamos fomos recebidos por sua filha Mariana. Seu Carlos está doente e ficou bastante reservado durante a visita, mas sempre olhando de longe. Quando vi suas peças ao vivo, meus olhos brilharam. Era algo que realmente não esperava. São lindas demais, e ele faz a partir de uma única peça da madeira que escolhe a dedo. Selecionei os tons que mais me agradavam. O cliente comprou a maioria delas, mas a partir de agora o estoque será sempre reabastecido.

Dona Maria José, esposa de Seu Carlos, nos preparou um lanche irrecusável: doce de banana com queijo. Saímos de lá com saudades. Para conhecer mais sobre o trabalho de Seu Carlos, cliquei aqui.

 

 

De Sertânia partimos para dormir em Arcoverde. Ficamos no  Hotel Cruzeiro que fica em um posto de Gasolina na cidade. Ele é bem confortável e organizado, fizemos uma reserva antecipada pelo telefone mesmo, sem precisar adiantar nenhum pagamento.

No dia seguinte partimos para Buíque (Vale do Catimbáu). Marcamos com Mocinha Ferreira que é uma das artesãs que estão na nossa base. Ela nos levou para a sua casa e nos mostrou suas belíssimas beatas. Para conhecer mais sobre o trabalho de Mocinha clique aqui. Depois Mocinha nos levou pra conhecer outros artesãos da região.

 

 

Procurando um lugar pra almoçar nos deparamos com a Pousada e Restaurante Maria Vitória. Lugar simpatico, resolvemos almoçar por lá. Sabe aquele cantinho que a família te abraça? Comida caseira deliciosa, pessoal acolhedor.

A tarde agendamos uma trilha com Mayckon, fomos na trilha do Chapadão e do Homem sem Cabeça onde tem as pinturas rupestres - uma delas incrivelmente é a mesma encontrada na Serra da Capivara, no Piauí.

 

 

Saimos de Buíque no final do dia. Gostamos de sair sempre com a luz do sol já que não conhecemos bem as estradas. Chegamos em Garanhuns no início da noite e ficamos no Hotel Palace. Jantamos em um ótimo restaurante chamado O Relojoeiro, pelo que pudemos perceber a especialidade deles é o fondue mas tudo é muito bom.

No dia seguinte fomos visitar Serginho, um artesão muito querido que foi jogador de futebol durante um tempo, mas o destino o levou para o mundo do artesanato. Ele faz parte da alameda dos mestres na Fenearte e já trabalha conosco há bastante tempo. Para conhecer mais sobre o seu trabalho das bonecas de Roca, clique aqui.

 

 

Em seguinda visitamos nosso amigo Fida. A paz em pessoa. Mestre Fida trabalhou no Projeto Interferências de Janete Costa. Recebeu um grande incentivo da arquiteta e hoje é um nome muito conhecido e procurado no meio. Seu trabalho mais conhecido são os ex votos de madeira amarela, você pode conhecer o artesão e as peça clicando aqui.

Saimos de Garanhuns ainda no turno da manhã e fomos para Belo Jardim. Nossa última visita foi para a artesã Cida Lima (para conhecer seu trabalho clique aqui). A artesã nos recebeu de braços abertos em sua bela casa. Sua família também estava lá e nos explicou todo o processo de criação das peças. Ela até fez uma para nos mostrar como funciona o processo e os diferentes tamanhos a partir do molde. Também conhecemos o forno e todo o processo do trabalho da argila antes da criação. Ficamos devendo ficar para comer o famoso feijão de Cida mas oportunidades não irão faltar.

 

 

De lá partimos para Gravatá, a saudade do nosso filho já era grande e esse dia combinamos que almoçaríamos com ele. Antes disso, paramos em São Caetano e compramos o famoso queijo manteiga de Cachoeirinha. Bom demais para a cartola de sobremesa.

Espero que tenham gostado do nosso roteiro, se quiser saber um pouco mais sobre a nossa viagem, compartilhar suas dicas ou conhecer os artesãos com quem trabalhamos entre em contato conosco, ficaremos muito felizes em receber seu e-mail.