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Foto de Renda Filé (AMUR)

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Foto de Panelas de Goiabeiras

Panelas de Goiabeiras

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Fida

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J Borges

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Foto de Cida Lima

Cida Lima

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Belo Jardim - PE

“Com oito anos eu já fazia as peças direitinho. Fazia pra comprar roupa, calçado, comida e pra ajudar minha vó (...) lembro que a gente catava os restos de terra que o pessoal deixava, aguava, pra depois fazer as pecinhas pequenas. Dava pra fazer panela, tigela e jarras de colocar água”.

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Foto de Renda Filé (AMUR)

Renda Filé (AMUR)

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Marechal Deodoro - AL

A criatividade feminina fala muito alto no pequeno município de Marechal Deodoro, localizado na região metropolitana de Maceió, em Alagoas. Tão alto, que o local já foi tombado como Patrimônio Histórico Nacional. O município é um importante polo de renda filé, produzida essencialmente por mulheres e essa atividade movimenta a economia local em diversos sentidos, incluindo no turismo. Filé é uma corruptela do francês, “filet”, que significa “rede”, numa clara alusão ao ofício da pesca com redes.

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Foto de Mocinha Ferreira

Mocinha Ferreira

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Vale do Catimbau - PE

O espaço da mulher no mundo vai além do fundamental. Mas, ainda assim, ele precisa ser conquistado todos os dias. Mocinha Ferreira é um belo exemplo da representatividade e do talento das mulheres artesãs. Nascida em Buíque, um município localizado no agreste pernambucano, ela trabalha há anos retratando a religiosidade popular daquelas que são conhecidas como as “beatas” do interior. São esculturas cheias de força e fé, como são essas senhoras e o povo do sertão nordestino.

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Foto de Bento Sumé

Bento Sumé

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Sumé - PB

A natureza tem suas cores tão exuberantes quanto harmoniosas. Os pássaros, em seus voos coloridos de liberdade, sempre encheram os olhos da humanidade. Reproduzir essa beleza em madeira e cor foi uma inspiração que veio para dar asas à criatividade e à vida de Bento de Sumé. Na cultura indígena, Sumé é um personagem mítico dos povos tupis do Brasil. Essas tribos habitaram o país muito antes da chegada de Portugal. Para os povos originais, essa entidade passou pelas terras e transmitiu conhecimentos, como a agricultura e as boas práticas de convívio social.

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Seu Carlos

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Sertânia - PE

Sagacidade, curiosidade e talento. Essa tríade define bem Carlos Fernando Barbosa, o Seu Carlos. Artesão de Sertânia (PE), foi o primeiro a ser reconhecido como mestre no município, mas sua própria história explica o sucesso dele. Quando criança, recolhia os lacres caídos do trem e derretia para criar soldadinhos, que conheceu quando ganhou um do bisavô.

Ainda na infância, fez uma caravela a pedido da escola. A partir daí, utilizando cipó de capa bode e madeira, produziu bolsas, porta-retratos, blusas e outros itens. As esculturas entraram na vida de Seu Carlos ao se deparar com uma africana. Quis reproduzir, mas acrescentando características regionais. Assim, as peças viraram representações da vida cotidiana, especialmente do sertão, e passaram a envolver toda a família na produção.

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Foto de Panelas de Goiabeiras

Panelas de Goiabeiras

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Vitória - ES

Quando se fala nas panelas de barro capixabas, o assunto é tradição, identidade e preciosidade. O artesanato das paneleiras de goiabeiras foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Pelo Ministério da Cultura, foi reconhecido como como Patrimônio Cultural Brasileiro. A produção de panelas com as características típicas da região, foi uma herança das culturas tupi-guarani. Transmitida através dos séculos, por várias gerações de artesãs devotas e dedicadas, cheias de orgulho pelo ofício.

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Foto de Fida

Fida

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Garanhuns - PE

Foi a memória do pai que levou Valfrido de Oliveira Cezar, que se tornaria um dia o Mestre Fida, a se aventurar nas esculturas. Nascido em 1957, no Sítio do Cavaco, em Garanhuns, o mestre guarda a lembrança de quando o seu pai foi presenteado com uma peça de artesanato. Anos depois, foi o desejo de reproduzi-la que fez surgir o Homem Cata-Vento. Um fruto da lembrança do instrumento que o seu pai carregava antigamente. O mestre, na época, ainda não entendia do ofício de escultor, mas resolveu tentar e não só deu certo, como abriu as portas de um mundo novo.

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Foto de J Borges

J Borges

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Bezerros - PE

Falar de J Borges é entrar em um verdadeiro e vasto mundo. O dele, da sua arte, e no globo terrestre propriamente dito. O mestre da xilogravura já traspôs infinitas fronteiras, tendo o seu trabalho como um dos mais conhecidos do planeta. A poesia de cordel, tão ritmada e permeada pelo fantástico imaginário do nordeste, chegou cedo a José Francisco Borges, o futuro mestre, através do seu pai. À noite, Joaquim Francisco Borges contava histórias para o filho dormir, soltando a imaginação do menino, que nasceu na Zona Rural de Bezerros, município do agreste pernambucano.

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Foto de Família de Nuca

Família de Nuca

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Tracunhaém - PE

Quem é de Pernambuco, já deve ter visto um dos famosos leões de Mestre Nuca e sua família. Eles já viraram parte da paisagem de lugares importantes do Recife, como no 1º Jardim de Boa Viagem, a Praça Tiradentes e o Cais do Apolo. Mas demorou um pouco para tanto reconhecimento. Nuca, apelido que ficou da infância, nasceu em 1937, no engenho Pedra Furada, que fica em Nazaré, Mata Norte pernambucana. Mas foi em Tracunhaém, cidade adotiva, que se tornou conhecido por sua arte. Filho de agricultores, o menino Nuca circulava em um ambiente cheio de ceramistas e, por isso, descobriu seu amor pelo ofício. Desde os dez anos de idade, já seguia a tradição, modelando figuras do cotidiano no barro.

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Foto de Família de Zezinho

Família de Zezinho

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Tracunhaém - PE

O Mestre Zé Carlos ou Zezinho de Tracunhaém tem uma história digna de romance. O ceramista possui, como expressão mais forte do seu trabalho, a arte santeira e hoje já é considerado um dos mais relevantes artistas populares do Brasil. Nascido em 1939, em Vitória de Santo Antão, José Joaquim da Silva foi criado cortando cana-de-açúcar para ajudar a família. Já crescido, conheceu Maria Marques, em Chã de Alegria, e se apaixonou ao ponto de fugir com a moça para casar. O pai de Maria não queria a filha com um trabalhador dos engenhos.

Depois, com tudo resolvido, toda a família se mudou para Nazaré da Mata, onde Zé Carlos começou a trabalhar como ajudante de pedreiro. Foi quando fez uma visita a Tracunhaém, por acaso, que descobriu a produção de cerâmica tão típica da região. Até hoje o mestre se lembra da primeira vez que colocou um punhado de barro nas mãos. De fato, um encontro consigo mesmo, que mudou a sua vida. A partir daí, Zé Carlos trabalhava durante o dia, para assegurar o sustento da família, e esculpia à noite. Em seu mundo, moldava personagens populares, trabalhadores da cidade e do campo.

Essas pequenas esculturas vendidas nas feiras das cidades, um dia, chamaram a atenção da jornalista Marlieta Pessoa, que publicou uma matéria sobre o seu trabalho no Jornal Gazeta de Nazaré e deu ao ceramista mais visibilidade. Em seguida, ela mesma e o pároco da cidade, Pe.Mário, organizaram a primeira exposição do mestre Zezinho. Vendendo todas as peças, o artista se muda para Tracunhaém em 1968. Porém, o tempo foi mostrando que a paixão do mestre estava mesmo nos santos, cada vez mais retratados com movimento, personalidade e qualidade artística. Os santos revelaram a fé religiosa de Zé Carlos, patrimônio vivo de Pernambuco desde 2007.

Foi uma escultura que mostra Nossa Senhora grávida, ao lado de São José, que ganhou destaque na 1ª Bienal do Artesanato de Pernambuco. Isso projetou o nome do artista que, ao longo do tempo e com incentivos, ganhou amplo reconhecimento. Hoje, impedido de trabalhar por questões de saúde, sua produção artística é levada por quatro dos seus nove filhos e dois dos 13 netos, mas o Mestre ainda sonha em voltar ao ofício. É possível encontrar as suas esculturas em acervos de igrejas, museus e coleções particulares, como o Museu de Arte Contemporânea (PE), Museu Casa do Pontal (RJ) e Palácio do Planalto.

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Foto de Cerâmica do Cabo

Cerâmica do Cabo

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Cabo de Santo Agostinho - PE

O Cabo de Santo Agostinho possui uma tradição secular na arte da cerâmica. Ancestralidade que precisou de novos ares, ideias e incentivos para não perder a identidade e, ao mesmo tempo, se renovar, diante das transformações do mundo. A tradição das olarias nos engenhos de cana-de açúcar, é mantida, com criatividade, por 14 artistas da região, que integram a associação de ceramistas “Cerâmica do Cabo”. Hoje, o grupo já possui seu próprio centro de artesanato.

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Foto de Serginho

Serginho

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Garanhuns - PE

Natural de Garanhuns, terra do inverno no Agreste de Pernambuco, Mestre Serginho migrou da arte com os pés, quando era jogador de futebol, para a arte com as mãos, quando descobriu o artesanato. Quando viu o seu pai esculpindo obras de madeira, viu que ali encontraria seu ofício e paixão. Sérgio Pereira dos Santos tem um estilo rústico em sua arte de talhar madeira reciclável, e hoje é mais conhecido como Mestre Serginho de Garanhuns.

Hoje em dia, vive do seu trabalho como artesão, que caiu no gosto do público, especialmente com a arte sacra, a sua favorita. O artesão já fez santas com dois metros de altura, e gosta muito de talhar o “Sagrado Coração de Jesus”. Mas não é somente da arte sacra que vive o ofício do mestre. Ele também esculpe animais, figuras humanas e peças utilitárias, como o seu banco em forma de logo-guará. Mestre Serginho conta que sai pelo mundo observando tudo, para reproduzir em seu trabalho. Serginho integra a Alameda dos Mestres da Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte) desde 2012.

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Foto de Serra da Capivara

Serra da Capivara

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Coronel José Dias - PI

Quem visita a Serra da Capivara se encanta com a beleza exuberante das formações rochosas e da natureza como um todo. Porém, é o encontro com os primórdios da humanidade que emociona ainda mais. São centenas de pinturas rupestres, ostentando milhões de anos de história em gravuras espalhadas pelos sítios arqueológicos.

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Foto de Nicola

Nicola

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Anjos, santos, cabeças e outras formas inspiradas no universo barroco são a marca registrada do Mestre Nicola. Nascido no município de Quipapá, Jaime Nicola de Oliveira é um escultor pernambucano. Hoje em dia, vive em Jaboatão dos Guararapes, região metropolitana do Recife. Nicola não tem medo de experimentar, por isso, é autodidata e trabalha com diversos materiais: madeira, pedra calcária, granito, pedra sabão, concreto e até marfim.

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Foto de Indigena - Turiarte

Indigena - Turiarte

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Comunidades Ribeirinhas de Santarém, no Pará

A Amazônia possui uma diversidade tão vasta em sua fauna e flora, que o artesanato nascido da região não poderia ser diferente. São muitas as maneiras de utilizar os recursos naturais da floresta para a arte, e as comunidades locais são criativas como a natureza. A técnica de trançado de palha da Turiarte é passada entre gerações, nas comunidades amazônicas às margens do Rio Arapinus.

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Foto de Capim Dourado

Capim Dourado

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Jalapão - TO

O Brasil tem um capim com cor e brilho de ouro. Uma beleza que, de fato, enriquece as regiões onde ele é abundante, como também a cultura desse país de maravilhas naturais tão exuberantes. O Capim Dourado é uma espécie de sempre-viva da família Eriocaulaceae. Ele aparece em campos úmidos, próximos a veredas, em diversas regiões do Cerrado (isso abrange estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás, Tocantins e Bahia). O local de referência na prática do artesanato com o famoso capim brilhante é a região do Jalapão, que fica em Tocantins.

As possibilidades de confecção com o Capim Dourado são inúmeras. Pulseiras, brincos, mandalas, cestos, luminárias, bolsas, cintos, vasos, chapéus, sousplat, porta-canetas, porta-copos e o que mais a criatividade permitir. Com a cor que lembra a do ouro, os objetos são muito valorizados e procurados pelos bons apreciadores do artesanato. As peças criadas com o capim chegaram ao Jalapão em meados de 1920, pelas mãos ancestrais dos índios Xerente. Os pequenos maços de hastes do Capim Dourado eram costurados com uma fibra fina e resistente, obtida de folhas novas da palmeira Buriti. O ofício artístico foi aprendido pelos moradores da comunidade quilombola da Mumbuca e, desde então, o conhecimento é transmitido entre as gerações das comunidades jalapoeiras.

A colheita do capim é extremamente cuidadosa, realizada com grande preocupação a respeito da preservação do meio ambiente. Desde 2002, a PEQUI – Pesquisa e Conservação do Cerrado, em conjunto com associações extrativistas do Jalapão – realiza estudos para testar e acompanhar os efeitos do extrativismo sobre o Capim Dourado e o Buriti. Esses estudos são fundamentais para que a colheita da matéria-prima seja realizada de forma consciente, sem deixar de garantir a manutenção da fonte de renda de centenas de artesãos. De acordo com essas pesquisas, o Capim Dourado só pode ser colhido entre 20 de setembro e 20 de novembro, para que não entre em extinção. Fora o cuidado na hora da colheita em si: para colher 1 kg, as artesãs demoram mais de cinco horas. As peças de artesanato de Capim Dourado são vendidas na própria comunidade, com revenda por todo o Brasil e até mesmo fora do país.

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Foto de Mano de Baé

Mano de Baé

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Tracunhaém - PE

Músico e artesão, a arte parece ser parte constituinte de Evilásio Leão Machado, conhecido como Mano de Baé. O aprendizado do ceramista com o artesanato começa na infância, com o seu pai. Na música, Mano é nome conhecido nas rodas e sambadas de coco, herança cultural fortíssima entre os homens e mulheres simples da Mata Norte, difundida por Pernambuco.

Nascido em Tracunhaém, a famosa cidade do barro e cos ceramistas, tem no seu trabalho o retrato do cotidiano popular, mostrando o sonho, a fertilidade, a dança, o namoro, o caminhar junto. Na figura sereia, tem a representação da beleza, do fantástico, da imaginação. Alguns traços são fortes na sua personalidade artística: figuras humanas com o rosto e parte do corpo achatado, em um formato quadrado.

Mano de Baé se autodenomina um contribuinte da cultura e atrai admiradores bem diferentes uns dos outros para a sua arte. Dos mais simples aos mais técnicos e sofisticados, como arquitetos e decoradores. Seu trabalho já esteve até estampando em vitrines de novela, já tendo conquistado compradores do Brasil e do mundo, por São Paulo, Minas Gerais, Salvador, Brasília, Portugal, Itália, França e Estados Unidos. O artista faz parte de uma nova geração que veio para dar o que falar, trabalhando com o que ama e levando a cultura do nordeste para todos os lugares.

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Foto de Juão de Fibra

Juão de Fibra

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Novo Gama - GO

A história de Juão de Fibra é, como ele mesmo diz, fruto dos rastros de talento que foi deixando pelo seu caminho. Foi do Ceará para o mundo do alto conceito de decoração e artes manuais, que o voo desse artesão foi levantado. Nascido em Varjota – CE, João Gomes da Silva (seu nome de batismo) foi um migrante da seca, que saiu do Nordeste ainda criança, com a família, para viver no Distrito Federal. Foi por isso que ele cresceu em meio ao Cerrado, bioma cheio de matas, córregos, vegetação nativa. João relata em entrevista que, ao seu redor havia “muitos animais, fauna e flora eram perfeitas.” E foi esse Cerrado que despertou o senso de artesão dentro dele.

Juão de Fibra descobriu, com o tempo, que as raízes de sua família já carregavam o artesanato há muitas gerações. A mãe, em tempos passados, fazia artefatos com palha de carnaúba, no Nordeste. Mas, quando tinha 20 anos de idade, os caminhos de João ganharam novos horizontes, quando conheceu Dona Antônia Lopes de Oliveira. Ela era presidente da Associação dos Artesãos do Gama e dominava a técnica de trançado com o capim colonião. Foi ela quem transmitiu, de bom grado, o manuseio correto e complexo para para Juão. Foi essa técnica que tomou conta das mãos do artesão desde então.

Com o apoio de diversas pessoas e instituições como o SEBRAE, Juão de Fibra (nome que hoje é uma marca) ampliou seu mix de produtos. Hoje ele produz objetos de decoração, utensílios como um todo e moda feminina, com grande personalidade e DNA próprio. Ao longo dos últimos anos, Juão recebeu o título de mestre, – o que sempre o inspira a ensinar seu ofício – participou de várias exposições e feiras pelo Brasil, ganhou um livro sobre a sua história e teve suas peças utilizadas em ambientações sofisticadas como na CasaCor e Casa de Alessa.

O mestre artesão também foi reconhecido em publicações da Revista Casa Vogue e figurou entre os melhores artesãos do Brasil, no catálogo elaborado pelo Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro, de 2017. Em 2018, foi homenageado na maior feira de artesanato da América Latina, a FENEARTE. O trançado de João Gomes ainda atravessou as fronteiras do país, conversando facilmente com o que há de mais moderno. Ele fechou parceria para coleção da marca nacional Lokawear e até a com Osklen, renomada marca internacional.

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Foto de Porcelana Monte Sião

Porcelana Monte Sião

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Monte Sião - MG

A riqueza de uma peça feita à mão, é que nenhuma será igual a outra. A unicidade das famosas flores azuis na Porcelana Monte Sião começou a fazer história em 1959 em Monte Sião, sul de Minas Gerais. Na época, um cliente encomendou a réplica de uma jarrinha azul e branca, recém trazida de Portugal. A reprodução fez um enorme sucesso naqueles dias e, não demorou, já havia virado modelo de produção. Tomados pela inspiração portuguesa, os artesãos começam a criar modelos parecidos e a popularidade das peças só crescia.

A partir daí, a criatividade da Porcelana Monte Sião foi se expandindo, dando às peças cada vez mais personalidade própria e diversidade na linha de produtos. Pouco depois, já desenvolviam peças domésticas como xícaras, pires, travessas, canecas, copos etc. O processo, desde o início, sempre foi completamente artesanal: moendo a matéria prima, fazendo os moldes, estampando as peças com delicadeza, na pintura manual e, por fim, todas as peças iam para o forno à lenha por longas horas. Depois de tanto cuidado, aí sim, a cerâmica seguia para ser vendida.

No início, as vendas se restringiam a pequenos eventos e feiras nas cidades vizinhas. Depois de um tempo, uma loja foi inaugurada, com muita força de vontade, tendo em vista que os artesãos faziam plantões nos entornos para atrair turistas a conhecerem a fábrica. E deu certo: com o aumento de turistas visitando o local, as costureiras da região começaram a fazer ponto, por perto para vender suas malhas tecidas em casa. Assim, as flores azuis começaram a movimentar também o comércio do seu entorno.

Apesar de todo o seu tempo de existência e longa tradição na produção da cerâmica artesanal, a legítima Porcelana Monte Sião, até hoje, não se rendeu à tecnologia, tendo apenas aprimorado seus meios de produção. Atualmente, a fábrica é autossuficiente em madeira para queima dos seus fornos, mantendo uma área cuidadosamente reflorestada. O bom gosto, a exclusividade e a sustentabilidade mantêm a Porcelana Monte Sião com sua excelência perto dos clientes apaixonados.

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Foto de PoloProBio

PoloProBio

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Castanhal - Pará

A Amazônia, fonte de infinitas riquezas, doa sua beleza gentilmente a quem sabe aproveitá-la com respeito. E quando se une o conhecimento ancestral das comunidades indígenas, o saber dos antigos seringueiros e a ciência, o resultado é tanto inspirador quanto transformador. A mistura do látex com fibras vegetais produz o Encauchado: a borracha natural produzida nos seringais nativos da floresta, dentro dessa proposta. Esse material foi desenvolvido na união das pesquisas acadêmicas e a tradição dos povos amazônicos e a Poloprobio vende com a marca Encauchados/Seringô.

Os experimentos com o material tiveram início há mais de duas décadas, no Acre. O resultado foi a criação de uma linha de produtos diversificada, com design moderno, sofisticado, que inclui calçados, jogos americanos belíssimos, cachepôs e sousplats. Esses últimos, são inspirados nos formatos únicos, nas texturas e nas cores das folhas da Floresta Amazônica. A folha Capeba, a Vitória-Régia e a Apuí, são alguns exemplos das folhas utilizadas no design dos produtos. O grande diferencial dessas peças é a tecnologia social aplicada a elas. O processo industrial, agressivo, cheio de componentes químicos, de maquinários nocivos à floresta, foi transformado em um processo artesanal de manuseio do látex, dispensando até energia elétrica, máquinas ou estufas. Os recursos naturais, no Poloprobio, são utilizados de forma respeitosa, consciente, traçam uma relação de troca com a natureza, sem destruição.

Ou seja, o Poloprobio é uma instituição que trabalha na área ambiental, com ações que aliam desenvolvimento comunitário, inovação e cultura. O objetivo do Polo é fortalecer as comunidades tradicionais e indígenas, dando acesso à tecnologia. Os produtores, empoderados, podem empreender e fabricar produtos com maior valor agregado, competitivos no mercado. As comunidades produzem e criam suas próprias peças, ao invés de vender matéria-prima para a indústria. Entre os grupos envolvidos com a produção dos encauchados, estão os povos indigenas Arapiuns de Santarém e seringueiros dos municipios de Anajás, qulombolas de Acara, Assentados da Reforma Agrária em São Fancisco do Pará e Santa Maria do Pará. A sede principal do instituto, porém, fica em Castanhal, no Pará.

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Foto de André da Marinheira

André da Marinheira

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Boca da Mata - AL

André da Marinheira é natural do município de Boca da Mata, distante 80km de Maceió, capital de Alagoas. Aprendeu o ofício da arte na madeira com o seu pai, Manoel da Marinheira, já falecido e considerado grande mestre escultor. Existe até um museu em homenagem a Manoel na região, reunindo suas centenas de esculturas de animais. André foi um dos poucos filhos que seguiu os passos do pai e, hoje, também possui largo reconhecimento em seu trabalho.

Aos 12 anos, começou a dar os primeiros passos na arte da madeira e esculpiu a sua primeira peça, um tatu e aos 15 anos, já se sentia um profissional, comercializando algumas peças menores para ajudar na renda familiar. Hoje, André acumula mais de 35 anos dedicados à arte do entalhe. Um tempo cheio de intimidade e amor pelo trabalho feito sem pressa, atento aos detalhes e à unicidade de cada peça. Inclusive, André não gosta de pegar um número muito grande de encomendas, prefere ter tempo e calma para cada uma.

Um homem simples e cheio de força, André da Marinheira é reconhecido Mestre da Arte da Escultura de Madeira pelo SEBRAE e já recebeu inúmeros prêmios e homenagens. Em 2012, ganhou o Prêmio Culturas Populares, promovido pelo Ministério da Cultura. Em uma entrevista, diz que essa foi uma das maiores emoções de sua vida.

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Foto de Marcos de Sertania

Marcos de Sertania

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Silhuetas cheias de movimento e sentidos. Figuras magras, longilíneas, quase vivas e repletas de estilo. Esse é o trabalho do escultor Marcos de Sertânia. Com suas peças que retratam homens, mulheres e animais esqueléticos, Marcos quer traduzir a dor e o sofrimento do seu povo sertanejo, castigado há tantos anos pela seca. Marcos Paulo Lau da Costa, nome de batismo, também acredita que as obras compridas dão leveza às suas criações feitas em madeira.

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  1. ARTE FEITA À MÃO: Por isso são peças únicas, pessoais, sem processos industriais;
  2. TRANSFORMAÇÃO SOCIAL: As peças feitas por artesãos e comunidades colaboram com o desenvolvimento profissional, social e sustentável de uma cidade;
  3. ÉTICA: Comprometidos com a preservação do meio ambiente;
  4. A BELEZA DA NATUREZA: O artesanato genuíno e puro, sem componentes químicos;
  5. DO BRASIL: Produtos totalmente nacionais.

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