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Foto de João das Alagoas

João das Alagoas

Foto de Aberaldo - Ilha do Ferro

Aberaldo - Ilha do Ferro

Foto de Donna Triche - Moema Cardoso

Donna Triche - Moema Cardoso

Foto de Filhas de Ana das Carrancas

Filhas de Ana das Carrancas

Foto de Lucia Fireman

Lucia Fireman

Foto de Ricardo

Ricardo

Foto de Jair Monteiro

Jair Monteiro

Foto de Vavan - Ilha do Ferro

Vavan - Ilha do Ferro

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Foto de João das Alagoas

João das Alagoas

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Capela - AL

Aprendeu a desenhar aos cinco anos, João das Alagoas é um dos maiores escultores do país. Recriou o Bumba meu boi e molda em sua superfície histórias do povo, das brincadeiras, casamentos, folclore e tradições nordestinas, enfim, memórias da época em que era criança.

A inspiração para a peça mais característica do trabalho de João veio quando ele decidiu unir o formato arredondado boi do Mestre Manuel Eudócio com uma peça que viu em uma revista de um vaso de cerâmica grego com esculturas no seu relevo.

Quem conhece João, percebe logo sua simplicidade, simpatia e dedicação ao desenvolvimento da arte de Capela, em Alagoas. Em seu ateliê, além de produzir as peças, o artesão dá aulas para os interessados em aprender a arte da cerâmica.

Recebeu em 2011 o título de Patrimônio Vivo de Alagoas. Seu currículo contempla vários prêmios no Brasil e fora do país e suas obras integram importantes coleções de arte popular em museus e galerias do Recife, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Salvador.

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Foto de Aberaldo - Ilha do Ferro

Aberaldo - Ilha do Ferro

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Ilha do Ferro - AL

O artesanato é um conhecimento antigo, geracional, desde o tempo em que o transporte, na terra do Mestre Aberaldo, era feito pelas águas do Rio São Francisco. Parece mesmo que o Velho Chico carrega sonhos, artes e histórias há muito tempo. A família de Aberaldo sempre produziu artesanato. Pais, avós, já trabalhavam na madeira. Por isso, aquele que é hoje considerado mestre artesão, não consegue nem nomear uma pessoa específica com quem aprendeu o ofício: está no sangue, faz parte da sua vida, como o ar que se respira.

As peças de Mestre Aberaldo são muito focadas na figura humana, com formas peculiares, corpos intencionalmente deformados, dando aos personagens um ar fictício, fantasioso. A expressividade corporal e do olhar de suas peças, já são parte conhecida da obra do mestre, que escolhe cores vibrantes ou discretas, a depender da intenção de sua arte. As madeiras utilizadas por ele são os variados tipos que existem por ali: mulungu, craibreira (ipê amarelo), umburana e pereiro. Em seu quintal, está o ateliê e, ali, expõe suas peças, junto com obras de outros artistas locais. Quem está de passagem, hoje em dia, faz parada obrigatória nesse pequeno santuário.

A história de Aberaldo faz coro a de tantos brasileiros de sua região, na Ilha do Ferro, em Alagoas: casou-se cedo, trabalhou por muito tempo na roça, ajudou sua família, porque o artesanato nunca foi um sustento que desse conta da sobrevivência. Porém, na última década, a arte tem ganhado e dado força aos moradores da Ilha do Ferro, que tem se tornado uma grande referência de arte popular e artesanato. Parece que a herança cheia de cultura do Sertão, resolveu dar frutos ali. Foi com a cooperação de amigos, que levaram suas obras para a capital, do fotógrafo Celso Brandão – importante divulgador do seu trabalho e de outros artistas da Ilha – e tantos outros, que Mestre Aberaldo ganhou fama nacional e no seu próprio povoado. A obra do mestre já circulou em várias exposições do Brasil. Alguma das suas peças foram, inclusive, cenário de novela da Rede Globo.

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Foto de Donna Triche - Moema Cardoso

Donna Triche - Moema Cardoso

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Recife - PE

Moema aprendeu a arte do bordado com a sua mãe. Quando pequena, se perguntava como ela poderia criar tantas coisas diferentes partindo apenas de linha e agulha.

Começou com o crochê e tricô e logo em seguida aprendeu o macremê e a tapeçaria.

Durante 26 anos, Moema deixou a paixão pelo bordado de lado e trabalhou usando apenas a técnica de vidros na sua arte.

Ha 6 anos atrás lançou a marca Donna Trichê que desenvolve produtos na área de decoração e moda.

“Sou muito agradecida a minha mãe por me passar esses ensinamentos”. Hoje Moema está a frente da Donna Trichê e desenvolve acessórios para moda, bolsas e decoração.

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Foto de Filhas de Ana das Carrancas

Filhas de Ana das Carrancas

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Petrolina - PE

As margens do Rio São Francisco já foram inspiração para canções, filmes, livros, histórias de amor e aventura. Ali, também desaguam as súplicas de fé e devoção do povo sertanejo. Na história de Ana das Carrancas, a inspiração parece ter vindo do céu até às suas mãos, por causa do rio, para mudar de vez a vida dessa grande artesã. Ana Nasceu no ano de 1923, em Santa Filomena, lugarejo localizado no município pernambucano de Ouricuri. De família simples, começou a trabalhar desde os sete anos de idade, para ajudar na renda de casa. Com a mãe, aprendeu a fazer potes e panelas de barro para vender na feira. Nesse primeiro contato com o barro, a artesã também começou a produzir pequenas peças figurativas, como bois, cavalos e santos de lapinha. Parecia uma primeira porta aberta para a artista que nasceria mais tarde.

Aos 22 anos, se casou com um pedreiro, mas ficou viúva muito cedo. Com ele, teve duas filhas: Maria e Ana Maria. Pouco mais de um ano depois da partida do seu primeiro marido, Ana casou-se com José Vicente de Barros e permaneceu casada com ele até a sua morte. Nesse período, o casal vivia em Picos, no Piauí. Mas, por dificuldades financeiras, migraram com as filhas para Petrolina, em Pernambuco, buscando uma vida melhor. Pela “boca do povo”, Ana mudou de nome várias vezes ao longo da sua vida. Quando chegou a Petrolina, ela era conhecida como “Ana do Cego”, porque o seu marido era deficiente visual. Ali, não desistiu do trabalho com o barro e voltou a produzir louça para vender na feira. Foi aí que virou a “Ana Louceira.”

Mas as batalhas dessa mulher forte não pararam por aí. A renda que ganhava com a venda dos artefatos não era o suficiente para o sustento da família, que continuava a passar por dificuldades. Apesar de tudo, Ana não permitia que seu marido se tornasse pedinte e, por isso, correu para Deus. Como era devota de São Francisco das Chagas e de Padre Cícero, pediu uma luz: o que ela poderia fazer para contornar toda aquela tribulação? Como sustentar sua família em meio à crise do barro que Petrolina vivia nos anos sessenta? Suas orações, pelo visto, foram ouvidas.

Caminhando pelas margens do Rio São Francisco, Ana viu as carrancas de madeira, nos barcos que aportavam ali. Foi naquele instante que a inspiração chegou para a artista de fibra e criatividade: iria produzir carrancas de barro. A partir daquele momento, a vida de Ana começou a ser transformada, assim como as mãos transfiguram a argila em arte. Então, além das panelas e artefatos, passou a produzir carrancas de barro em larga quantidade, para vender na feira. No início, as carrancas de Ana foram motivo de piada pelos habitantes locais. Anos mais tarde, na década de setenta, membros da secretaria da EMPETUR que estavam em viagem pelo Sertão, descobriram a arte de Ana. Foi ali que ela ganhou fama, ficando conhecida como “Ana das Carrancas.” Esse foi o impulso que faltava para seu trabalho ganhar o mundo. Rapidamente, as carrancas de Ana estavam em feiras, exposições, museus e eventos.

As peças da artista possuem aspecto rústico – sempre com os olhos vazados, em alusão ao seu marido cego, que sempre participou do processo de feitura das carrancas – com formas simples e cheias de personalidade artística. Com sua fé e força, Ana das Carrancas faleceu em 2008, deixando um legado importante e muito reconhecimento: ganhou o Troféu do Conselho Municipal de Cultura do Recife, a Ordem do Mérito Cultural (2005) e o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco (2005). Ana teve duas filhas biológicas e uma adotiva. Duas delas, Maria da Cruz e Ângela são responsáveis pela administração da sua obra. Ambas aprenderam o ofício com a mãe e, sendo ceramistas, produzem uma releitura da obra de Ana, modelando as carrancas como itens decorativos, além de criarem mandalas, fruteiras e outros ítens. Uma parte das peças deixadas pela artesã está no Centro de Artes Ana das Carrancas, em Petrolina. Lá é possível encontrar peças, medalhas, fotos, recortes de jornal e troféus conquistados por uma história tão bonita quanto inspiradora.

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Foto de Lucia Fireman

Lucia Fireman

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Recife - PE

Apaixonada pelo que Faz, Lucia se esquece do tempo quando inicia suas criações. Sempre buscando a perfeição contínua nos detalhes e o significado que remete tanto a história quanto ao uso de suas peças.

A arte vem da época da infância. “Essa menina tem muito jeito pra arte” dizia a sua mãe enquanto via Lucia criar seus próprios brinquedos.

De mãe alagoana e pai pernambucano, nasceu em Recife e foi nesta cidade que fez sua formação em Educação Artística e pós graduação em Artes Plásticas pela UFPE.

Seus conhecimento em arte foram levados para várias crianças enquanto ensinava em escolas no Recife. Algum tempo depois, trabalhou como restauradora na Fundação Joaquim Nabuco. Esse trabalho exigiu uma busca por mais experiência, o que levou Lucia a fazer uma pós graduação em Restauração de Obras de Arte na UFMG.

Certo dia, para finalizar um trabalho de restauração, precisou da consultoria de uma especialista em argila. Suely Cisneyros era professora do curso de extensão da UFPE e uma antiga amiga da faculdade. Um reencontro profissional que trouxe grandes mudanças na vida da artista que começou a desenvolver suas habilidades nesse tipo de trabalho manual.

Apos aprimorar as técnicas necessárias para modelar a cerâmica, resolveu montar seu ateliê no seu refúgio na Ilha de Itamaracá e desde então trabalha exclusivamente nas suas próprias criações.

paraíba
Foto de Ricardo

Ricardo

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Lagoa Seca - PB

A família de Ricardo sempre trabalhou com madeira. Seu pai era marceneiro mas foi com seus tios que ele aprendeu o ofício do artesanato. Sua tia fazia colher de pau enquanto o seu tio moldava os animais. Aos 9 anos, ele finalizava os bois que seu tio começava e assim foi aprimorando o seu trabalho.

Em 2003, ele e seu irmão Rogério criaram o trabalho das esculturas finas. Foi com esse trabalho que eles começaram a ganhar visibilidade no mercado. Elas vão de santos a retirantes que eles se lembram do cotidiano da sua infância no interior.

Ricardo sempre viveu do artesanato e construiu tudo o que tem com o seu belo trabalho.

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Foto de Jair Monteiro

Jair Monteiro

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Tracunhaém - PE

Como ele mesmo diz, “Não é só barro. É barro, arte e alma”. Esse é Jair Monteiro.

A conexão com o artesanato chegou à família pelos seus avós, mas foi observando a prática que ele criou seu caminho ainda pequeno, quando ajudava o pai enquanto ele trabalhava em uma olaria.

O talento manual e sua relação com o forno dispensam pinturas. O charme da cor natural é engrandecido apenas pela perfeição no acabamento e nas curvas das peças.

Jair se estabeleceu como artesão de peças decorativas. Forneceu durante muitos anos seu trabalho para uma grande empresa em Recife que infelizmente fechou. Hoje trabalha com a família.

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Foto de Vavan - Ilha do Ferro

Vavan - Ilha do Ferro

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Ilha do Ferro - Alagoas

A Ilha do Ferro, povoado localizado em Alagoas, se tornou um reino encantado da arte popular que, em sua complexa simplicidade, tem encantado todo o Brasil com produções cheias de originalidade. A comunidade de artesãos do local é formada por homens e mulheres que aprendem o ofício desde cedo, com suas famílias. São pescadores, pedreiros, trabalhadores dos canaviais e donas de casa com um talento em potencial que desabrochou em uma nova forma de sustento: a arte e a criatividade.

As esculturas em madeira e cerâmica, o famoso bordado Boa Noite, as belezas do Rio São Francisco: há muito para se ver nessa Ilha dos artistas populares. É nesse contexto que está o artesão Edivan Alves Lima, mais conhecido como Vavan. Encantado pelo universo das águas, o artista produz, na madeira, tudo o que vem desse mundo das margens e das profundezas: barcos, sereias, pássaros, carrancas, árvores, bichos que circulam por ali: a criatividade do artista navega livremente para onde quiser. O artesão também produz canoas de tolda, que representam as embarcações do “Rio São Francisco de baixo” enquanto as carrancas representam o “Rio de cima”. Aos 57 anos de idade, é até de se admirar que somente há 4, o artesão realiza seu ofício nas artes.

Confira aqui no Artesan as obras de Vavan e receba uma dessas belezas do sertão na sua casa.

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Foto de Cicero - Ilha do Ferro

Cicero - Ilha do Ferro

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Ilha do Ferro - AL

Esses são os irmãos Cícero e Salvinho, e seu aprendiz Murilo Ruan Sandes. As peças apresentadas são apenas de Cícero.

Sua vida nem sempre foi voltada para a arte. Ao completar o ensino médio, foi trabalhar em Teresina - PI em uma empresa de rede de TV a cabo. Depois de alguns anos, o destino o trouxe de volta para Ilha do Ferro onde aprendeu o ofício do artesanato nesse período com seu pai Abel e irmão Salvinho.

Segundo ele, “Tem cabeça com coroa, com bobs, mas não tem com pássaro”. Esse é o começo da história por trás das peças criadas por ele.

Inspirado nas andanças pelas ruas e observação da natureza e cotidiano, o artesão arriscou e deu certo.

Hoje, a cabeça com um pássaro em seu topo é uma das suas principais produções, e já ganhou o mundo.

Pernambuco
Foto de Casa de Maria

Casa de Maria

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Jaboatão dos Guararapes - PE

O Projeto Casa de Maria é uma iniciativa do Aria Social, fundado há 26 anos, pela bailarina Cecília Brennand, como uma instituição sem fins lucrativos. O espaço existe para educar e profissionalizar jovens e crianças em vulnerabilidade social, transformando vidas através da dança e da arte. Centenas de pessoas já foram e são beneficiados pelo Aria. Pensando em uma mudança mais completa, o impacto da iniciativa também chega aos familiares dessas crianças e jovens. Foi pensando nessas famílias, que surgiu o Projeto Casa de Maria.

É para construir sonhos que Projeto Casa de Maria realiza oficinas de artesanato para mães e familiares dos alunos do Aria Social. A iniciativa consiste em promover a produção e a comercialização de peças inspiradas na cultura pernambucana. Com profissionalização garantida, o sustento dessas famílias é fomentado cada vez mais. Além das oficinas, a Casa de Maria também oferece aulas de dança, alongamento, espiritualidade, palestras instrutivas sobre empreendedorismo, saúde física, mental e outros temas atuais.

Grandes talentos se uniram a esse propósito tão importante. Um deles foi o premiado designer Sérgio Matos, que criou produtos exclusivos para o Aria Social e ofereceu uma capacitação para as famílias do Projeto Casa de Maria, através de oficinas. Assim, os beneficiados puderam confeccionar seus próprios produtos, desenhados pelo Estúdio Sérgio J. Matos, em 2017. A coleção Bailado das Cores foi criada nesse contexto e está disponível aqui no Artesan. Você pode adquirir a sua e ainda ajudar em um propósito tão importante. Confira.

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Foto de Mocinha Ferreira

Mocinha Ferreira

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Vale do Catimbau - PE

O espaço da mulher no mundo vai além do fundamental. Mas, ainda assim, ele precisa ser conquistado todos os dias. Mocinha Ferreira é um belo exemplo da representatividade e do talento das mulheres artesãs. Nascida em Buíque, um município localizado no agreste pernambucano, ela trabalha há anos retratando a religiosidade popular daquelas que são conhecidas como as “beatas” do interior. São esculturas cheias de força e fé, como são essas senhoras e o povo do sertão nordestino.

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Foto de Seu Carlos

Seu Carlos

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Sertânia - PE

Sagacidade, curiosidade e talento. Essa tríade define bem Carlos Fernando Barbosa, o Seu Carlos. Artesão de Sertânia (PE), foi o primeiro a ser reconhecido como mestre no município, mas sua própria história explica o sucesso dele. Quando criança, recolhia os lacres caídos do trem e derretia para criar soldadinhos, que conheceu quando ganhou um do bisavô.

Ainda na infância, fez uma caravela a pedido da escola. A partir daí, utilizando cipó de capa bode e madeira, produziu bolsas, porta-retratos, blusas e outros itens. As esculturas entraram na vida de Seu Carlos ao se deparar com uma africana. Quis reproduzir, mas acrescentando características regionais. Assim, as peças viraram representações da vida cotidiana, especialmente do sertão, e passaram a envolver toda a família na produção.

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Foto de André da Marinheira

André da Marinheira

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Boca da Mata - AL

André da Marinheira é natural do município de Boca da Mata, distante 80km de Maceió, capital de Alagoas. Aprendeu o ofício da arte na madeira com o seu pai, Manoel da Marinheira, já falecido e considerado grande mestre escultor. Existe até um museu em homenagem a Manoel na região, reunindo suas centenas de esculturas de animais. André foi um dos poucos filhos que seguiu os passos do pai e, hoje, também possui largo reconhecimento em seu trabalho.

Aos 12 anos, começou a dar os primeiros passos na arte da madeira e esculpiu a sua primeira peça, um tatu e aos 15 anos, já se sentia um profissional, comercializando algumas peças menores para ajudar na renda familiar. Hoje, André acumula mais de 35 anos dedicados à arte do entalhe. Um tempo cheio de intimidade e amor pelo trabalho feito sem pressa, atento aos detalhes e à unicidade de cada peça. Inclusive, André não gosta de pegar um número muito grande de encomendas, prefere ter tempo e calma para cada uma.

Um homem simples e cheio de força, André da Marinheira é reconhecido Mestre da Arte da Escultura de Madeira pelo SEBRAE e já recebeu inúmeros prêmios e homenagens. Em 2012, ganhou o Prêmio Culturas Populares, promovido pelo Ministério da Cultura. Em uma entrevista, diz que essa foi uma das maiores emoções de sua vida.

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Foto de Família de Zezinho

Família de Zezinho

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Tracunhaém - PE

O Mestre Zé Carlos ou Zezinho de Tracunhaém tem uma história digna de romance. O ceramista possui, como expressão mais forte do seu trabalho, a arte santeira e hoje já é considerado um dos mais relevantes artistas populares do Brasil. Nascido em 1939, em Vitória de Santo Antão, José Joaquim da Silva foi criado cortando cana-de-açúcar para ajudar a família. Já crescido, conheceu Maria Marques, em Chã de Alegria, e se apaixonou ao ponto de fugir com a moça para casar. O pai de Maria não queria a filha com um trabalhador dos engenhos.

Depois, com tudo resolvido, toda a família se mudou para Nazaré da Mata, onde Zé Carlos começou a trabalhar como ajudante de pedreiro. Foi quando fez uma visita a Tracunhaém, por acaso, que descobriu a produção de cerâmica tão típica da região. Até hoje o mestre se lembra da primeira vez que colocou um punhado de barro nas mãos. De fato, um encontro consigo mesmo, que mudou a sua vida. A partir daí, Zé Carlos trabalhava durante o dia, para assegurar o sustento da família, e esculpia à noite. Em seu mundo, moldava personagens populares, trabalhadores da cidade e do campo.

Essas pequenas esculturas vendidas nas feiras das cidades, um dia, chamaram a atenção da jornalista Marlieta Pessoa, que publicou uma matéria sobre o seu trabalho no Jornal Gazeta de Nazaré e deu ao ceramista mais visibilidade. Em seguida, ela mesma e o pároco da cidade, Pe.Mário, organizaram a primeira exposição do mestre Zezinho. Vendendo todas as peças, o artista se muda para Tracunhaém em 1968. Porém, o tempo foi mostrando que a paixão do mestre estava mesmo nos santos, cada vez mais retratados com movimento, personalidade e qualidade artística. Os santos revelaram a fé religiosa de Zé Carlos, patrimônio vivo de Pernambuco desde 2007.

Foi uma escultura que mostra Nossa Senhora grávida, ao lado de São José, que ganhou destaque na 1ª Bienal do Artesanato de Pernambuco. Isso projetou o nome do artista que, ao longo do tempo e com incentivos, ganhou amplo reconhecimento. Mestre Zezinho faleceu em 2019, sua produção artística é continuada por quatro dos seus nove filhos e dois dos 13 netos. É possível encontrar as suas esculturas em acervos de igrejas, museus e coleções particulares, como o Museu de Arte Contemporânea (PE), Museu Casa do Pontal (RJ) e Palácio do Planalto.

amazonas
Foto de Indigena - NACIB

Indigena - NACIB

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Barcelos - AM

Peças em fibra de Piaçaba feita com técnicas indígenas milenares trouxe a união de várias tribos para a criação do Núcleo de Arte e Cultura Indígena de Barcelos - NACIB em 2012. Com sede na cidade de Barcelos, nordeste da Amazonia, a cooperativa hoje é um modelo de referência para a outros grupos da região.

pernambuco
Foto de Família de Nuca

Família de Nuca

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Tracunhaém - PE

Quem é de Pernambuco, já deve ter visto um dos famosos leões de Mestre Nuca e sua família. Eles já viraram parte da paisagem de lugares importantes do Recife, como no 1º Jardim de Boa Viagem, a Praça Tiradentes e o Cais do Apolo. Mas demorou um pouco para tanto reconhecimento. Nuca, apelido que ficou da infância, nasceu em 1937, no engenho Pedra Furada, que fica em Nazaré, Mata Norte pernambucana. Mas foi em Tracunhaém, cidade adotiva, que se tornou conhecido por sua arte. Filho de agricultores, o menino Nuca circulava em um ambiente cheio de ceramistas e, por isso, descobriu seu amor pelo ofício. Desde os dez anos de idade, já seguia a tradição, modelando figuras do cotidiano no barro.

pará
Foto de PoloProBio

PoloProBio

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Castanhal - Pará

A Amazônia, fonte de infinitas riquezas, doa sua beleza gentilmente a quem sabe aproveitá-la com respeito. E quando se une o conhecimento ancestral das comunidades indígenas, o saber dos antigos seringueiros e a ciência, o resultado é tanto inspirador quanto transformador. A mistura do látex com fibras vegetais produz o Encauchado: a borracha natural produzida nos seringais nativos da floresta, dentro dessa proposta. Esse material foi desenvolvido na união das pesquisas acadêmicas e a tradição dos povos amazônicos e a Poloprobio vende com a marca Encauchados/Seringô.

Os experimentos com o material tiveram início há mais de duas décadas, no Acre. O resultado foi a criação de uma linha de produtos diversificada, com design moderno, sofisticado, que inclui calçados, jogos americanos belíssimos, cachepôs e sousplats. Esses últimos, são inspirados nos formatos únicos, nas texturas e nas cores das folhas da Floresta Amazônica. A folha Capeba, a Vitória-Régia e a Apuí, são alguns exemplos das folhas utilizadas no design dos produtos. O grande diferencial dessas peças é a tecnologia social aplicada a elas. O processo industrial, agressivo, cheio de componentes químicos, de maquinários nocivos à floresta, foi transformado em um processo artesanal de manuseio do látex, dispensando até energia elétrica, máquinas ou estufas. Os recursos naturais, no Poloprobio, são utilizados de forma respeitosa, consciente, traçam uma relação de troca com a natureza, sem destruição.

Ou seja, o Poloprobio é uma instituição que trabalha na área ambiental, com ações que aliam desenvolvimento comunitário, inovação e cultura. O objetivo do Polo é fortalecer as comunidades tradicionais e indígenas, dando acesso à tecnologia. Os produtores, empoderados, podem empreender e fabricar produtos com maior valor agregado, competitivos no mercado. As comunidades produzem e criam suas próprias peças, ao invés de vender matéria-prima para a indústria. Entre os grupos envolvidos com a produção dos encauchados, estão os povos indigenas Arapiuns de Santarém e seringueiros dos municipios de Anajás, qulombolas de Acara, Assentados da Reforma Agrária em São Fancisco do Pará e Santa Maria do Pará. A sede principal do instituto, porém, fica em Castanhal, no Pará.

pará
Foto de Indigena - Turiarte

Indigena - Turiarte

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Comunidades Ribeirinhas de Santarém, no Pará

A Amazônia possui uma diversidade tão vasta em sua fauna e flora, que o artesanato nascido da região não poderia ser diferente. São muitas as maneiras de utilizar os recursos naturais da floresta para a arte, e as comunidades locais são criativas como a natureza. A técnica de trançado de palha da Turiarte é passada entre gerações, nas comunidades amazônicas às margens do Rio Arapinus.

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Foto de Capim Dourado

Capim Dourado

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Jalapão - TO

O Brasil tem um capim com cor e brilho de ouro. Uma beleza que, de fato, enriquece as regiões onde ele é abundante, como também a cultura desse país de maravilhas naturais tão exuberantes. O Capim Dourado é uma espécie de sempre-viva da família Eriocaulaceae. Ele aparece em campos úmidos, próximos a veredas, em diversas regiões do Cerrado (isso abrange estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás, Tocantins e Bahia). O local de referência na prática do artesanato com o famoso capim brilhante é a região do Jalapão, que fica em Tocantins.

As possibilidades de confecção com o Capim Dourado são inúmeras. Pulseiras, brincos, mandalas, cestos, luminárias, bolsas, cintos, vasos, chapéus, sousplat, porta-canetas, porta-copos e o que mais a criatividade permitir. Com a cor que lembra a do ouro, os objetos são muito valorizados e procurados pelos bons apreciadores do artesanato. As peças criadas com o capim chegaram ao Jalapão em meados de 1920, pelas mãos ancestrais dos índios Xerente. Os pequenos maços de hastes do Capim Dourado eram costurados com uma fibra fina e resistente, obtida de folhas novas da palmeira Buriti. O ofício artístico foi aprendido pelos moradores da comunidade quilombola da Mumbuca e, desde então, o conhecimento é transmitido entre as gerações das comunidades jalapoeiras.

A colheita do capim é extremamente cuidadosa, realizada com grande preocupação a respeito da preservação do meio ambiente. Desde 2002, a PEQUI – Pesquisa e Conservação do Cerrado, em conjunto com associações extrativistas do Jalapão – realiza estudos para testar e acompanhar os efeitos do extrativismo sobre o Capim Dourado e o Buriti. Esses estudos são fundamentais para que a colheita da matéria-prima seja realizada de forma consciente, sem deixar de garantir a manutenção da fonte de renda de centenas de artesãos. De acordo com essas pesquisas, o Capim Dourado só pode ser colhido entre 20 de setembro e 20 de novembro, para que não entre em extinção. Fora o cuidado na hora da colheita em si: para colher 1 kg, as artesãs demoram mais de cinco horas. As peças de artesanato de Capim Dourado são vendidas na própria comunidade, com revenda por todo o Brasil e até mesmo fora do país.

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Foto de Cerâmica do Cabo

Cerâmica do Cabo

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Cabo de Santo Agostinho - PE

O Cabo de Santo Agostinho possui uma tradição secular na arte da cerâmica. Ancestralidade que precisou de novos ares, ideias e incentivos para não perder a identidade e, ao mesmo tempo, se renovar, diante das transformações do mundo. A tradição das olarias nos engenhos de cana-de açúcar, é mantida, com criatividade, por 14 artistas da região, que integram a associação de ceramistas “Cerâmica do Cabo”. Hoje, o grupo já possui seu próprio centro de artesanato.

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Foto de Cida Lima

Cida Lima

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Belo Jardim - PE

“Com oito anos eu já fazia as peças direitinho. Fazia pra comprar roupa, calçado, comida e pra ajudar minha vó (...) lembro que a gente catava os restos de terra que o pessoal deixava, aguava, pra depois fazer as pecinhas pequenas. Dava pra fazer panela, tigela e jarras de colocar água”.

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Foto de J Borges

J Borges

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Bezerros - PE

Falar de J Borges é entrar em um verdadeiro e vasto mundo. O dele, da sua arte, e no globo terrestre propriamente dito. O mestre da xilogravura já traspôs infinitas fronteiras, tendo o seu trabalho como um dos mais conhecidos do planeta. A poesia de cordel, tão ritmada e permeada pelo fantástico imaginário do nordeste, chegou cedo a José Francisco Borges, o futuro mestre, através do seu pai. À noite, Joaquim Francisco Borges contava histórias para o filho dormir, soltando a imaginação do menino, que nasceu na Zona Rural de Bezerros, município do agreste pernambucano.

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Foto de Juão de Fibra

Juão de Fibra

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Novo Gama - GO

A história de Juão de Fibra é, como ele mesmo diz, fruto dos rastros de talento que foi deixando pelo seu caminho. Foi do Ceará para o mundo do alto conceito de decoração e artes manuais, que o voo desse artesão foi levantado. Nascido em Varjota – CE, João Gomes da Silva (seu nome de batismo) foi um migrante da seca, que saiu do Nordeste ainda criança, com a família, para viver no Distrito Federal. Foi por isso que ele cresceu em meio ao Cerrado, bioma cheio de matas, córregos, vegetação nativa. João relata em entrevista que, ao seu redor havia “muitos animais, fauna e flora eram perfeitas.” E foi esse Cerrado que despertou o senso de artesão dentro dele.

Juão de Fibra descobriu, com o tempo, que as raízes de sua família já carregavam o artesanato há muitas gerações. A mãe, em tempos passados, fazia artefatos com palha de carnaúba, no Nordeste. Mas, quando tinha 20 anos de idade, os caminhos de João ganharam novos horizontes, quando conheceu Dona Antônia Lopes de Oliveira. Ela era presidente da Associação dos Artesãos do Gama e dominava a técnica de trançado com o capim colonião. Foi ela quem transmitiu, de bom grado, o manuseio correto e complexo para para Juão. Foi essa técnica que tomou conta das mãos do artesão desde então.

Com o apoio de diversas pessoas e instituições como o SEBRAE, Juão de Fibra (nome que hoje é uma marca) ampliou seu mix de produtos. Hoje ele produz objetos de decoração, utensílios como um todo e moda feminina, com grande personalidade e DNA próprio. Ao longo dos últimos anos, Juão recebeu o título de mestre, – o que sempre o inspira a ensinar seu ofício – participou de várias exposições e feiras pelo Brasil, ganhou um livro sobre a sua história e teve suas peças utilizadas em ambientações sofisticadas como na CasaCor e Casa de Alessa.

O mestre artesão também foi reconhecido em publicações da Revista Casa Vogue e figurou entre os melhores artesãos do Brasil, no catálogo elaborado pelo Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro, de 2017. Em 2018, foi homenageado na maior feira de artesanato da América Latina, a FENEARTE. O trançado de João Gomes ainda atravessou as fronteiras do país, conversando facilmente com o que há de mais moderno. Ele fechou parceria para coleção da marca nacional Lokawear e até a com Osklen, renomada marca internacional.

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Foto de Mano de Baé

Mano de Baé

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Tracunhaém - PE

Músico e artesão, a arte parece ser parte constituinte de Evilásio Leão Machado, conhecido como Mano de Baé. O aprendizado do ceramista com o artesanato começa na infância, com o seu pai. Na música, Mano é nome conhecido nas rodas e sambadas de coco, herança cultural fortíssima entre os homens e mulheres simples da Mata Norte, difundida por Pernambuco.

Nascido em Tracunhaém, a famosa cidade do barro e cos ceramistas, tem no seu trabalho o retrato do cotidiano popular, mostrando o sonho, a fertilidade, a dança, o namoro, o caminhar junto. Na figura sereia, tem a representação da beleza, do fantástico, da imaginação. Alguns traços são fortes na sua personalidade artística: figuras humanas com o rosto e parte do corpo achatado, em um formato quadrado.

Mano de Baé se autodenomina um contribuinte da cultura e atrai admiradores bem diferentes uns dos outros para a sua arte. Dos mais simples aos mais técnicos e sofisticados, como arquitetos e decoradores. Seu trabalho já esteve até estampando em vitrines de novela, já tendo conquistado compradores do Brasil e do mundo, por São Paulo, Minas Gerais, Salvador, Brasília, Portugal, Itália, França e Estados Unidos. O artista faz parte de uma nova geração que veio para dar o que falar, trabalhando com o que ama e levando a cultura do nordeste para todos os lugares.

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Foto de Marcos de Sertania

Marcos de Sertania

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Marcos foi nosso fornecedor por anos e por isso eu faço questão de manter suas informações e texto que criamos com muito zelo sobre ele. No final do ano passado Marcos não está mais trabalhando com e-commerce e por isso não poderemos repor suas peças em nossa loja. Dessa forma, coloco aqui o contato direto do artesão (87) 99131.1423

Silhuetas cheias de movimento e sentidos. Figuras magras, longilíneas, quase vivas e repletas de estilo. Esse é o trabalho do escultor Marcos de Sertânia. Com suas peças que retratam homens, mulheres e animais esqueléticos, Marcos quer traduzir a dor e o sofrimento do seu povo sertanejo, castigado há tantos anos pela seca. Marcos Paulo Lau da Costa, nome de batismo, também acredita que as obras compridas dão leveza às suas criações feitas em madeira.

Fruto de uma família de agricultores e artesãos, Marcus transformou o que aprendeu na tradição familiar – fazendo utensílios e bois – em estilo próprio. Uma de suas obras mais emblemáticas é o cachorro, esculpido em madeira, que foi inspirado em “Baleia”, a cadela de Vidas Secas, de Graciliano Ramos. O escritor diz em sua obra: “...”A cachorra Baleia estava para morrer. Tinha emagrecido, o pêlo caíra-lhe em vários pontos, as costelas avultavam num fundo róseo...” De fato, é possível observar toda essa referência no cachorro de Marcos, assim como em outras peças, que parecem sair das páginas de um livro. Em uma entrevista, o artesão explica: “Criei um estilo mais próprio, emagreci os personagens para dar mais sofrimento. Vivi tudo isso aí que coloco no meu trabalho. Já sofri com a seca, já ajudei minha mãe a carregar água na cabeça, meu pai era vaqueiro, já vi o gado morrer de fome”.

Hoje em dia, o trabalho reconhecido de Marcos sustenta a sua família e ainda leva o ofício para outros artesãos da região. Segundo o próprio artista, suas portas de seu ateliê estão sempre abertas para o ensino. O artista integra a Alameda dos Mestres da Fenearte (grande feira de artesanato que acontece anualmente, no Recife – PE) desde o ano de 2011. Além disso, já participou de diversas feiras e exposições de arte pelo Brasil e pelo mundo.

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Foto de Bento Sumé

Bento Sumé

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Sumé - PB

A natureza tem suas cores tão exuberantes quanto harmoniosas. Os pássaros, em seus voos coloridos de liberdade, sempre encheram os olhos da humanidade. Reproduzir essa beleza em madeira e cor foi uma inspiração que veio para dar asas à criatividade e à vida de Bento de Sumé. Na cultura indígena, Sumé é um personagem mítico dos povos tupis do Brasil. Essas tribos habitaram o país muito antes da chegada de Portugal. Para os povos originais, essa entidade passou pelas terras e transmitiu conhecimentos, como a agricultura e as boas práticas de convívio social.

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Foto de Fida

Fida

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Garanhuns - PE

Foi a memória do pai que levou Valfrido de Oliveira Cezar, que se tornaria um dia o Mestre Fida, a se aventurar nas esculturas. Nascido em 1957, no Sítio do Cavaco, em Garanhuns, o mestre guarda a lembrança de quando o seu pai foi presenteado com uma peça de artesanato. Anos depois, foi o desejo de reproduzi-la que fez surgir o Homem Cata-Vento. Um fruto da lembrança do instrumento que o seu pai carregava antigamente. O mestre, na época, ainda não entendia do ofício de escultor, mas resolveu tentar e não só deu certo, como abriu as portas de um mundo novo.

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Foto de Porcelana Monte Sião

Porcelana Monte Sião

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Monte Sião - MG

A riqueza de uma peça feita à mão, é que nenhuma será igual a outra. A unicidade das famosas flores azuis na Porcelana Monte Sião começou a fazer história em 1959 em Monte Sião, sul de Minas Gerais. Na época, um cliente encomendou a réplica de uma jarrinha azul e branca, recém trazida de Portugal. A reprodução fez um enorme sucesso naqueles dias e, não demorou, já havia virado modelo de produção. Tomados pela inspiração portuguesa, os artesãos começam a criar modelos parecidos e a popularidade das peças só crescia.

A partir daí, a criatividade da Porcelana Monte Sião foi se expandindo, dando às peças cada vez mais personalidade própria e diversidade na linha de produtos. Pouco depois, já desenvolviam peças domésticas como xícaras, pires, travessas, canecas, copos etc. O processo, desde o início, sempre foi completamente artesanal: moendo a matéria prima, fazendo os moldes, estampando as peças com delicadeza, na pintura manual e, por fim, todas as peças iam para o forno à lenha por longas horas. Depois de tanto cuidado, aí sim, a cerâmica seguia para ser vendida.

No início, as vendas se restringiam a pequenos eventos e feiras nas cidades vizinhas. Depois de um tempo, uma loja foi inaugurada, com muita força de vontade, tendo em vista que os artesãos faziam plantões nos entornos para atrair turistas a conhecerem a fábrica. E deu certo: com o aumento de turistas visitando o local, as costureiras da região começaram a fazer ponto, por perto para vender suas malhas tecidas em casa. Assim, as flores azuis começaram a movimentar também o comércio do seu entorno.

Apesar de todo o seu tempo de existência e longa tradição na produção da cerâmica artesanal, a legítima Porcelana Monte Sião, até hoje, não se rendeu à tecnologia, tendo apenas aprimorado seus meios de produção. Atualmente, a fábrica é autossuficiente em madeira para queima dos seus fornos, mantendo uma área cuidadosamente reflorestada. O bom gosto, a exclusividade e a sustentabilidade mantêm a Porcelana Monte Sião com sua excelência perto dos clientes apaixonados.

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Foto de Nicola

Nicola

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Anjos, santos, cabeças e outras formas inspiradas no universo barroco são a marca registrada do Mestre Nicola. Nascido no município de Quipapá, Jaime Nicola de Oliveira é um escultor pernambucano. Hoje em dia, vive em Jaboatão dos Guararapes, região metropolitana do Recife. Nicola não tem medo de experimentar, por isso, é autodidata e trabalha com diversos materiais: madeira, pedra calcária, granito, pedra sabão, concreto e até marfim.

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Foto de Panelas de Goiabeiras

Panelas de Goiabeiras

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Vitória - ES

Quando se fala nas panelas de barro capixabas, o assunto é tradição, identidade e preciosidade. O artesanato das paneleiras de goiabeiras foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Pelo Ministério da Cultura, foi reconhecido como como Patrimônio Cultural Brasileiro. A produção de panelas com as características típicas da região, foi uma herança das culturas tupi-guarani. Transmitida através dos séculos, por várias gerações de artesãs devotas e dedicadas, cheias de orgulho pelo ofício.

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Foto de Renda Filé (AMUR)

Renda Filé (AMUR)

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Marechal Deodoro - AL

A criatividade feminina fala muito alto no pequeno município de Marechal Deodoro, localizado na região metropolitana de Maceió, em Alagoas. Tão alto, que o local já foi tombado como Patrimônio Histórico Nacional. O município é um importante polo de renda filé, produzida essencialmente por mulheres e essa atividade movimenta a economia local em diversos sentidos, incluindo no turismo. Filé é uma corruptela do francês, “filet”, que significa “rede”, numa clara alusão ao ofício da pesca com redes.

pernambuco
Foto de Serginho

Serginho

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Garanhuns - PE

Natural de Garanhuns, terra do inverno no Agreste de Pernambuco, Mestre Serginho migrou da arte com os pés, quando era jogador de futebol, para a arte com as mãos, quando descobriu o artesanato. Quando viu o seu pai esculpindo obras de madeira, viu que ali encontraria seu ofício e paixão. Sérgio Pereira dos Santos tem um estilo rústico em sua arte de talhar madeira reciclável, e hoje é mais conhecido como Mestre Serginho de Garanhuns.

Hoje em dia, vive do seu trabalho como artesão, que caiu no gosto do público, especialmente com a arte sacra, a sua favorita. O artesão já fez santas com dois metros de altura, e gosta muito de talhar o “Sagrado Coração de Jesus”. Mas não é somente da arte sacra que vive o ofício do mestre. Ele também esculpe animais, figuras humanas e peças utilitárias, como o seu banco em forma de logo-guará. Mestre Serginho conta que sai pelo mundo observando tudo, para reproduzir em seu trabalho. Serginho integra a Alameda dos Mestres da Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte) desde 2012.

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Foto de Grupo Cerâmica Artesanal Serra da Capivara

Grupo Cerâmica Artesanal Serra da Capivara

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Coronel José Dias - PI

Quem visita a Serra da Capivara se encanta com a beleza exuberante das formações rochosas e da natureza como um todo. Porém, é o encontro com os primórdios da humanidade que emociona ainda mais. São centenas de pinturas rupestres, ostentando milhões de anos de história em gravuras espalhadas pelos sítios arqueológicos.

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As peças selecionadas pela nossa curadoria são baseadas seguindo pelo menos dois dos seguintes critérios de seleção:

  1. ARTE FEITA À MÃO: Por isso são peças únicas, pessoais, sem processos industriais;
  2. TRANSFORMAÇÃO SOCIAL: As peças feitas por artesãos e comunidades colaboram com o desenvolvimento profissional, social e sustentável de uma cidade;
  3. ÉTICA: Comprometidos com a preservação do meio ambiente;
  4. A BELEZA DA NATUREZA: O artesanato genuíno e puro, sem componentes químicos;
  5. DO BRASIL: Produtos totalmente nacionais.

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